• 30 de setembro de 2026 01:26

BRASILEIROS INADIMPLENTES Quase metade dos adultos brasileiros está inadimplente, revela levantamento

Dados divulgados pelo SPC Brasil mostram que 74,82 milhões de pessoas físicas estavam negativadas no período

Quase metade dos adultos brasileiros está inadimplente, revela levantamento 1Foto: Assessoria

O número de brasileiros inadimplentes voltou a crescer em abril de 2026 e já atinge quase metade da população adulta do país. Dados divulgados pelo SPC Brasil mostram que 74,82 milhões de pessoas físicas estavam negativadas no período, o equivalente a 44,69% dos adultos brasileiros.

Na comparação com abril de 2025, o número de inadimplentes aumentou 9,25%. Já na passagem de março para abril deste ano, a alta foi de 0,81%.

O levantamento aponta que o tempo médio de atraso das dívidas chegou a 28,9 meses, cerca de 2,4 anos. O crescimento mais expressivo foi registrado entre consumidores com débitos acumulados entre quatro e cinco anos, faixa que avançou 37,32% no período analisado.

A faixa etária com maior participação entre os inadimplentes é a de 30 a 39 anos, representando 23,63% do total de negativados. Em seguida aparecem consumidores entre 40 e 49 anos (21,48%) e entre 50 e 64 anos (20,73%). As mulheres são maioria entre os devedores, somando 51,39%, enquanto os homens representam 48,61%.

Regionalmente, o Norte apresentou o maior crescimento anual no número de inadimplentes, com alta de 10,48%, seguido pelo Sul (9,97%). O Centro-Oeste teve aumento de 6,66%.

O valor médio devido por consumidor chegou a R$ 5.111,64, distribuídos entre aproximadamente 2,34 empresas credoras por inadimplente. Apesar disso, quase três em cada dez consumidores possuem dívidas de até R$ 500. Quando considerados débitos de até R$ 1 mil, o percentual sobe para 41,75%.

O número total de dívidas em atraso também apresentou crescimento expressivo. Em abril de 2026, a alta foi de 16,99% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O setor de água e luz liderou o avanço, com aumento de 22,38%, seguido por comunicação (17,73%) e bancos (16,47%). Mesmo assim, as instituições bancárias continuam concentrando a maior parte das dívidas, respondendo por 66,65% do total.

Entre as regiões brasileiras, o Norte também liderou o crescimento no número de dívidas, com alta anual de 19,67%. O Sul aparece na sequência, com 18,09%, enquanto o Centro-Oeste registrou avanço de 14,39%.