Uma guarnição do 28º Batalhão de Polícia Militar (28º BPM), foi acionada na tarde deste domingo (14) por uma mulher de 32 anos, no bairro Aeroporto 1, em Jaciara-MT, a qual relatou que, no sabado (13), por volta das 17h30min, ao chegar em sua residência, encontrou seu ex-marido, W.V.L. de 33 anos, no interior do imóvel, sendo que este não possuía as chaves da residência. A vítima informou que o suspeito teria arrombado a janela da sala para adentrar ao local e que, na ocasião, tentou forçá-la a manter relação sexual, o que foi prontamente negado pela ofendida. Após isso, o indivíduo deixou o ambiente, informando que iria para a casa de um amigo.
Ainda segundo a mulher, por volta das 02h30min da madrugada do dia 14 de junho, W. retornou à residência, pulando o muro e chamando-a pela janela, ocasião em que novamente tentou forçá-la a ex-esposa a manter relação sexual, tendo seu intento frustrado em razão da recusa da mesma.
A denunciante ainda relatou que, por volta das 07h00min, o homem retornou mais uma vez à casa dela, após insistir reiteradamente para entrar, ela permitiu sua entrada na tentativa de acalmá-lo, deixando-o dormir na sala, enquanto permaneceu trancada em seu quarto. Entretanto, em determinado momento, o suspeito passou a bater insistentemente na porta do quarto e a gritar. Ao abrir a porta, a vítima foi surpreendida com um empurrão, sendo jogada sobre a cama. Em seguida, o agressor rasgou suas vestes íntimas e, mediante emprego de força física, constrangeu-a a manter relação sexual contra sua vontade, na presença do filho do casal, de 3 anos de idade, e sem o uso de preservativo.
Após o ato, o suspeito tentou apoderar-se do aparelho celular da vítima, ocasião em que entrou em luta corporal com a ofendida, causando-lhe uma lesão na região da boca e um arranhão no peito.
Por não conseguir se apoderar do aparelho celular, o indivíduo passou a ameaçar a ex, dizendo, em tom intimidatório, que ela não deveria sair de casa, evadindo-se do local em seguida e tomando rumo ignorado.
Diante dos fatos narrados, a mulher foi devidamente orientada quanto aos direitos que lhe são assegurados pela legislação vigente, inclusive acerca da possibilidade de requerer Medidas Protetivas de Urgência. Foram realizadas diligências com o intuito de localizar o denunciado, porém sem êxito até a confecção do B.O.

