Uma criança de cerca de 1 ano e meio foi salva na noite desta quinta-feira (07) pela equipe do Comando Tático, composta pelo tenente-coronel Gleber Cândido Moreno e pelo sargento Landerlan, com o auxílio do sargento Wellington, do policiamento ordinário. O fato ocorreu dentro do Parque de Exposições Vilmar Peres de Farias, em Rondonópolis-MT.
Conforme o comandante Cândido, durante o policiamento da 51ª Exposul, a sra. Nathielly, em estado de choque, adentrou ao parque de exposições, pois seu filho encontrava-se desfalecido. Segundo a mãe, a criança teria ingerido leite e ido dormir. Logo após, ela percebeu que o menino respirava com dificuldades, estava pálido e frio. Imediatamente, solicitou apoio a um vizinho, que a levou até o Parque de Exposições em busca de socorro.
Ainda segundo o comandante, assim que a mulher com o garoto no colo adentrou ao parque, o 2º sargento PM Wellington interveio, realizando inicialmente a manobra de Heimlich no intuito de desobstruir as vias aéreas da vítima, porém sem sucesso. Em ato contínuo, o tenente-coronel Gleber Cândido determinou que o referido sargento fizesse sucção nasal e bucal para tentar desobstruir as vias aéreas da criança, mas tal procedimento também foi em vão.
Diante da gravidade da situação, o comandante Cândido pegou a criança em seu colo, abriu a boca dela e, com o dedo indicador, conseguiram desobstruir as vias aéreas, retirando a base da língua e mantendo essa posição durante todo o socorro realizado na viatura do Comando Tático, bem como durante todo o deslocamento até a base do SAMU em busca de socorro técnico adequado. A mãe da criança acompanhou todos os procedimentos realizados para mantê-lo respirando e, assim, salvar a sua vida.

Ao chegar na base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), a técnica de enfermagem Ana Paula recebeu a criança e deu continuidade ao resgate, levando-a para o Pronto Atendimento Infantil. Já nesta unidade hospitalar, a equipe médica assumiu o socorro e conseguiu desobstruir as vias aéreas utilizando equipamentos específicos. Segundo a equipe médica, o atendimento inicial foi de suma importância para salvaguardar a vida da criança, visto que conseguiram mantê-la respirando, mesmo que com dificuldades, durante todo o resgate.
A genitora permaneceu acompanhando seu filho, que terá que ficar em observação por um período mínimo de 12 horas, segundo a equipe médica.

