Cerca de 600 trabalhadores da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (CODER) iniciam, na próxima semana, o maior protesto da categoria nos últimos anos. Os servidores aprovaram, durante mobilização realizada na última quarta-feira (9), na Câmara Municipal, a paralisação das atividades da companhia por 72 horas.
Os “coderianos” cruzarão os braços a partir das 00h00 de segunda-feira (15) e permanecerão com as atividades suspensas até as 23h59 de quarta-feira (17). Durante esse período, participarão de uma série de mobilizações coordenadas pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispmur). Entre os atos previstos estão protestos em frente à Prefeitura e à Câmara Municipal.
O Sispmur reitera que a medida visa proteger os direitos dos trabalhadores e garantir a continuidade dos serviços públicos prestados pela CODER, que atua há 48 anos no município e impacta diretamente a vida de aproximadamente 3 mil pessoas. A entidade sindical considera o processo de extinção da empresa precipitado, carente de transparência, de estudos técnicos e de debate público.
Diante desse cenário, o Sispmur propõe:
A instalação imediata de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara Municipal, com o objetivo de apurar a real situação financeira da CODER;
A realização de auditoria independente e criteriosa nas contas da empresa;
A suspensão imediata do processo de liquidação, até que documentos oficiais e pareceres técnicos apontem, de forma inequívoca, a inviabilidade da manutenção da companhia.
A CODER exerce papel estratégico para o município, atuando na execução de obras públicas, manutenção de vias urbanas e serviços essenciais de infraestrutura. O encerramento de suas atividades poderá acarretar graves consequências para os trabalhadores e para a população em geral, especialmente nas regiões mais carentes da cidade.
“O Sispmur reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a defesa intransigente dos direitos dos servidores públicos. A entidade permanece aberta ao diálogo com os poderes constituídos e à construção de alternativas que preservem o patrimônio público e a dignidade humana”, destaca Gerson Ferreira Paes Júnior, presidente do Sispmur.
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