• 7 de março de 2026 06:49

Lupi diz que parte do crime organizado está inserido no INSS

Lupi diz que parte do crime organizado está inserido no INSS 1Lupi esteve à frente do ministério entre janeiro de 2023 e maio de 2025 - Foto: 2025 Jefferson Rudy/Agência Senado

Em depoimento à CPMI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), o ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi afirmou que parte do crime organizado está inserido nas fraudes do INSS.

“É que, infelizmente, o crime organizado tem esse nome por causa disto: eles se organizam. Da mesma maneira que o Estado tenta se organizar para coibir, eles têm uma arma, infelizmente, que mexe com a fragilidade humana – o dinheiro, a corrupção – e se infiltraram de fora para dentro, dentro do INSS, inclusive contando com a ajuda de alguns de lá de dentro desde 2016“, afirmou Lupi ao colegiado.

Em seguida, ele foi interpelado pelo relator, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), sobre a afirmação de que o crime estaria atuando na autarquia. Lupi confirmou: “parte dele [do crime organizado], sim, nessa questão dos descontos indevidos. A Polícia Federal está apurando e vai apurar isso com mais profundidade”, destacou.

Na ocasião, o ex-ministro falava que, em 2023, as entidades associativas cancelaram mais 420 mil descontos indevidos nos pagamentos de aposentados e pensionistas do INSS.

Ele disse ainda que, em 2024, os cancelamentos passaram para mais de 1,5 milhão e que, do montante, 1,4 milhão foi identificado como “indevido”.

“Ou seja, à época, o ministério já cancelou isso por comprovadamente ser indevido. Se tivesse alguma conivência do INSS, algum tipo de crime, como é que tantos iam cancelar? ”, questionou.

Ministro foi convidado

O ex-ministro foi alvo de convite na CPMI para falar enquanto testemunha. Ele esteve à frente do ministério entre janeiro de 2023 e maio de 2025, quando se demitiu do cargo após a Polícia Federal deflagrar a Operação Sem Desconto, que revelou o escândalo de desvios nos pagamentos de aposentados e pensionistas do INSS.

O autor do requerimento de convite é o relator da comissão, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL). No documento, ele alega que Lupi “detém informações imprescindíveis” para ajudar no esclarecimento do escândalo.

Principalmente com relação às medidas políticas e administrativas adotadas, ou não, por ele. A ideia, conforme Gaspar, é “compreender as falhas sistêmicas que permitiram a ocorrência e a perpetuação dos descontos indevidos”.

Perguntas e Respostas

O que Carlos Lupi afirmou em seu depoimento à CPMI do INSS?

O ex-ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, afirmou que parte do crime organizado está inserida nas fraudes do INSS. Ele destacou que o crime organizado se infiltra na autarquia, contando com a ajuda de pessoas de dentro do INSS desde 2016.

Qual foi a resposta de Lupi quando questionado sobre a atuação do crime organizado no INSS?

Quando interpelado pelo relator da CPMI, deputado federal Alfredo Gaspar, Lupi confirmou que parte do crime organizado atua na questão dos descontos indevidos e mencionou que a Polícia Federal está apurando esses casos.

Quantos descontos indevidos foram cancelados em 2023 e 2024?

Em 2023, as entidades associativas cancelaram mais de 420 mil descontos indevidos nos pagamentos de aposentados e pensionistas do INSS. Em 2024, esse número ultrapassou 1,5 milhão, sendo que 1,4 milhão foi identificado como indevido.

O que Lupi questionou sobre a conivência do INSS?

Lupi questionou como seria possível cancelar tantos descontos se houvesse conivência do INSS ou algum tipo de crime envolvido.

Qual foi o contexto da presença de Lupi na CPMI?

Lupi foi convidado a depor na CPMI como testemunha, tendo sido ministro entre janeiro de 2023 e maio de 2025. Ele se demitiu após a Polícia Federal deflagrar a Operação Sem Desconto, que revelou desvios nos pagamentos do INSS.

Qual é o objetivo do convite feito a Lupi na CPMI?

O relator da comissão, deputado federal Alfredo Gaspar, alegou que Lupi detém informações essenciais para esclarecer o escândalo, especialmente sobre as medidas políticas e administrativas adotadas durante sua gestão e as falhas que permitiram os descontos indevidos.