Militares da 14ª Companhia Independente de Força Tática (14ª CIPM) realizaram, na manhã desta terça-feira (29), um trabalho de excelência, apreendendo uma grande quantidade de máquinas caça-níqueis e outros apetrechos relacionados a jogos de azar. A ação policial ocorreu na Avenida B, no bairro João Antônio Fagundes, em Rondonópolis-MT. A pessoa responsável pelos produtos ilícitos encontra-se foragida.

O comandante da Força Tática, tenente-coronel Gleber Cândido Moreno, informou que a guarnição do sargento Tavares recebeu uma denúncia anônima dando conta de que no endereço mencionado havia máquinas de jogos de azar, provenientes do crime organizado. Diante da situação, o sargento e sua equipe foram ao local e constataram a veracidade dos fatos.

Conforme o comandante, assim que a equipe policial confirmou a denúncia, pediu apoio a outras guarnições. Com a chegada do reforço, os agentes adentraram o recinto e tiveram acesso a uma grande quantidade de materiais ilícitos. O tenente-coronel também esteve presente no local e deu respaldo aos policiais.

Dentro do barracão, os militares encontraram máquinas caça-níqueis, materiais relacionados ao jogo do bicho, além de muitas peças de computadores. Todo o material apreendido foi encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis.

O tenente-coronel também informou que, no momento da atuação policial, foram obtidas informações através de um áudio de WhatsApp com declarações da pessoa responsável pelos objetos apreendidos, que estava considerada desaparecida. No áudio, o indivíduo diz estar em outro estado e que não voltará para Mato Grosso. A polícia acredita que essa decisão se deve ao medo de ser eliminado pela facção criminosa à qual pertence, visto que, antes de sair de Rondonópolis, o suspeito sofreu uma tentativa de homicídio.

Cândido reforçou que todo o trabalho realizado ocorreu dentro da Operação Tolerância Zero. Ele destacou que, com essas apreensões, a polícia “quebrou a perna” do crime organizado, pois todas as máquinas apreendidas eram usadas para fortalecer a organização criminosa na obtenção de armas, no tráfico de drogas e também no cometimento de homicídios, tendo em vista que os marginais se enfrentam por território.


