Uma carreta-tanque LR, que estava vazia, mas que havia sido utilizada no transporte de dióxido de carbono (CO₂), tombou lateralmente em uma ribanceira, às margens da BR-364, no km 199, nas proximidades da ponte sobre o córrego Lourencinho, em Rondonópolis-MT.
O motorista do cargueiro, que seguia em direção à cidade vizinha de Pedra Preta, perdeu o controle da direção, por motivos ainda a serem esclarecidos, antes de alcançar a ponte, saiu da pista e tombou, ficando o caminhão encostado lateralmente em um barranco, dentro de uma valeta às margens da via.

Devido à dinâmica do acidente, o condutor sofreu alguns ferimentos leves. Ele foi atendido por uma equipe médica e logo após liberado. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) compareceu ao local e tomou todas as providências necessárias em relação ao ocorrido. Uma guarnição do Corpo de Bombeiros, foi acionada para atender à ocorrência, ao chegar na localidade, analisou o veículo e certificou-se de que não havia perigo de ocorrer qualquer intercorrência em relação à descontaminação do produto que havia sido transportado anteriormente.

Um caminhão guincho foi encaminhado ao local para realizar a remoção da carreta; entretanto, devido ao anoitecer e a outros impedimentos, não foi possível realizar o trabalho, sendo adiado para o dia seguinte.
O dióxido de carbono, que foi transportado anteriormente, não é um produto inflamável. Pelo contrário, trata-se de um gás inerte, incombustível e que não alimenta a combustão. Devido a essas propriedades, é amplamente utilizado como agente extintor em extintores de incêndio para sufocar chamas, reduzindo a concentração de oxigênio no ambiente.

O excesso de dióxido de carbono ocupa espaço no ar em vez do oxigênio, criando um ambiente propício à asfixia. Entre os sintomas de envenenamento leve por dióxido de carbono estão dores de cabeça e tonturas em concentrações inferiores a 30.000 ppm. A 80.000 ppm, o CO₂ pode ser fatal. Uma empresa especializada no assunto assumiu a ocorrência.


