Os quatro indivíduos envolvidos no crime de homicídio contra o sargento da Polícia Militar Djalma Aparecido da Silva, de 47 anos, morto a tiros na tarde de uma segunda-feira, 22 de janeiro de 2024, foram condenados nesta terça-feira (27), durante o julgamento no Tribunal do Júri do município de Pedra Preta-MT, cidade onde ocorreu o assassinato.
No dia do crime, Djalma havia recém-saído do seu veículo e iniciava uma caminhada na calçada, nas proximidades do ginásio de esportes daquele município, quando, em determinado momento, os criminosos se aproximaram em um veículo e efetuaram vários disparos de arma de fogo contra a vítima. Devido ao elemento surpresa planejado pelos atiradores, Djalma não teve como reagir.

Conforme as investigações, após matarem o policial, os bandidos fugiram em rumo ignorado e, durante o trajeto, colocaram fogo no carro utilizado para a execução. No entanto, o automóvel foi parcialmente queimado e encontrado logo depois pela polícia.
Assim que o crime ocorreu, as forças de segurança se mobilizaram no intuito de encontrar os atiradores. Um dos envolvidos na execução do militar, identificado como Graciel da Silva Muniz, morreu em confronto com policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE) na capital Cuiabá-MT.

Durante os trabalhos de investigação, a Polícia Civil conseguiu chegar até Paulo Ricardo da Silva Ferreira, responsável pelo carro usado na morte do sargento. Ele foi encontrado e preso dentro de uma residência em um bairro de Rondonópolis. Os quatro indivíduos diretamente envolvidos na prática criminosa que resultou na morte de Djalma foram presos e indiciados por homicídio qualificado e organização criminosa.

O julgamento, que se iniciou no período da manhã desta terça-feira (27), perdurou por todo o dia e resultou na condenação dos quatro réus, cuja soma das penas ultrapassa 100 anos de reclusão.
Penas impostas:
Paulo Ricardo da Silva Ferreira: condenado a 33 anos, sete meses e 20 dias de reclusão, além do pagamento de 97 dias-multa.
Luan da Silva Santos: condenado a 24 anos, seis meses e 15 dias de reclusão, acrescidos de 45 dias-multa.
João Victor Procópio dos Santos: condenado a 21 anos de reclusão, além de 45 dias-multa.
Yan Michael Anchieta da Costa: pena de 32 anos, 10 meses e 25 dias de reclusão.
O crime contra o policial militar deixou a população da cidade de Pedra Preta em estado de comoção. O ocorrido teve grande repercussão e foi um dos acontecimentos mais graves já registrados no município nos últimos tempos.


